quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Convulsões - Risco para os animais, pânico para os donos

Quero expor uma materia de grande importância, que poucas pessoas sabem. Animais também possuem diabetes, que podem causar convulsões. Foi o que aconteceu com minha Miney, uma cadela de 11 anos, que morreu a poucos dias. Como a maioria de vocês, eu não soube por muito tempo que ela possuia diabetes, tão menos como agir em muitas dessas crises de convulsões. Uma dessas foi fatal. Para tranquilizar donos que possuem animais com esses mesmos problemas, resolvi criar este post sobre convulsões em cachorros.


"Convulsão em cachorros: como agir
A convulsão pode acusar muitas doenças, e não só epilepsia, em seu cachorro. Nessa hora de tanto tremor, que não é brinquedo, veja como agir

Para alguns bichos, não precisa muito para o cérebro entrar em pane. Basta um susto provocado por rojões, trovões ou uma superagitação dentro de casa para que o animal sofra uma intensa descarga elétrica na massa cinzenta. Daí, começa a tremer, salivar e se comportar de maneira assustadora aos olhos do dono. Essa é a descrição de uma crise convulsiva.

Por trás da reação, há uma série de causas — um trauma na cabeça, uma intoxicação por produto químico, a falta de glicose no sangue, mais frequente em filhotes e cães diabéticos, ou ainda um tumor cerebral ou uma doença congênita como a epilepsia. “O pior é que não há jeito de prever uma crise, porque não há exames que detectam isso antecipadamente”, diz o veterinário Paulo Salzo, da Universidade Metodista, em São Paulo. Se acontecer na sua casa, a dica é: assim que o animal parar de convulsionar — e uma baita convulsão dura no máximo cinco minutos —, leve-o ao especialista para investigar o que causou o curto-circuito cerebral. Lembre-se de relatar se o bicho comeu algo diferente, se ingeriu algum produto químico, se levou um tombo… Toda informação é preciosa.

Raças como pastor alemão, poodle, labrador, pit bull e husk siberiano têm maior predisposição à epilepsia. Para ajudar no diagnóstico, vale tentar ver se os pais do seu cachorro não eram epiléticos, já que a doença é hereditária. Descartada essa hipótese específica, a crise pode alertar para outros males. E, aí, vários exames são necessários. Os de sangue, por exemplo, podem acusar uma hipoglicemia.

“Seja qual for a causa, o tratamento desse transtorno tem que começar pelo uso de anticonvulsivantes, remédios que irão normalizar as ondas cerebrais e que existem na forma de comprimidos, xaropes ou gotas. A escolha, no caso, dependerá da aceitação do animal”, explica o veterinário Marcelo Quinzani, do Hospital Veterinário Pet Care, em São Paulo.

Se for constatada a epilepsia, o tratamento anticonvulsivante seguirá para o restante da vida. Se for descoberta a hipoglicemia, o remédio deverá ser associado a outro para manter as taxas de açúcar na circulação em ordem e evitar novas convulsões.

“De qualquer maneira, a supervisão de um profissional deverá ser intensificada”, alerta Salzo. Recomenda-se levar o cachorro que já convulsionou para uma consulta a cada seis meses. Em cada visita, o profissional irá reavaliar a dosagem do anticonvulsivante no caso da epilepsia, por exemplo. Sem contar que, com o passar dos anos, sujeito à medicação diária, o bicho pode ter efeitos colaterais como aumento de peso e problemas no fígado — e o veterinário estará de olho nisso.

Seja Solidário
Saiba como cuidar do cachorro durante uma crise de convulsão


ANTES Ansiedade e pupilas dilatadas podem acusar que uma crise convulsiva está chegando. Mudança repentina de comportamento, como dormir mais, comer muito ou deixar de ter apetite, também é um alerta. “Se o animal já convulsionou antes, sinais assim indicam para levá-lo ao veterinário depressa”, recomenda Quinzani. “A dose de medicamento, então, poderá ser ajustada.”

DURANTE Quando o curto começa, o bicho sofre perda de consciência ou foca em um único ponto, correndo atrás do próprio rabo, por exemplo. Tremores, salivação, descontrole de urina e fezes e movimentos de perna são outros sinais. As crises duram de 20 segundos a um minuto, em média. Se não cessar em 5 minutos, encaminhe-o imediatamente ao pronto-socorro veterinário.

DEPOIS O cão fica muito cansado por causa da intensidade do choque. Por isso é normal que permaneça um bom tempo quieto. Deixe-o em um local silencioso e confortável. Se ele quiser comer e beber, facilite o acesso".

Nenhum comentário:

Postar um comentário